Produção científica

Publicações científicas

Uma leitura guiada de estudos publicados com autoria e coautoria da Termodiagnose, organizada para explicar método, relevância clínica e maturidade científica da termografia infravermelha.

Artigo em destaque · 2026

Como transformar termografia ocupacional em protocolo, não em imagem isolada.

No estudo de Ribeiro e Giacomini, a termografia é tratada como dado funcional: uma forma de observar a resposta térmica do corpo quando existe controle técnico, pergunta clínica e comparação com outros achados.

O ponto de partida é concreto. Lesões e distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho continuam entre os grandes desafios de saúde ocupacional. Muitas vezes, o trabalhador sente dor, fadiga ou perda de função antes que uma alteração estrutural seja evidente. A revisão posiciona a IRT como marcador funcional complementar dentro de uma avaliação ocupacional mais completa.

Ribeiro J. A. S.; Giacomini L. A. Exploration of Musculoskeletal Diseases. 2026;4:1007122. DOI 10.37349/emd.2026.1007122
Aquisição termográfica ocupacional com câmera térmica, punho apoiado, dinamômetro e eletrodos de eletromiografia.
Aquisição termográfica ocupacional com apoio de punho, dinamometria e eletromiografia de superfície.
Leitura didática

O estudo em quatro movimentos.

O artigo organiza as condições em que a termografia pode gerar informação útil: pergunta clínica clara, controle técnico, comparação entre regiões e integração com outros métodos de avaliação.

01

O problema clínico

Distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho podem começar como alterações funcionais discretas: dor, fadiga, assimetria de uso, recuperação lenta após esforço. Nem sempre isso aparece cedo em exames estruturais, e a queixa isolada pode ser insuficiente para orientar prevenção.

02

O que a termografia acrescenta

A imagem infravermelha observa a troca de calor na superfície corporal. Quando o protocolo é estável, essa leitura pode funcionar como uma pista fisiológica complementar sobre microcirculação, controle autonômico, assimetrias térmicas e resposta ao esforço.

03

Como a evidência foi organizada

O estudo reuniu 247 trabalhos e examinou qualidade de protocolo, definição de regiões de interesse, métricas térmicas e integração com métodos objetivos. A pergunta não era “a imagem é bonita?”, mas “o dado é reprodutível e clinicamente interpretável?”.

04

A mensagem prática

A termografia não substitui exame clínico, eletroneuromiografia, ultrassom, força muscular ou escalas de dor. Ela ganha valor quando entra como camada funcional dentro de um raciocínio multimodal.

O que torna o dado confiável

Padronização é o que separa uma imagem interessante de uma informação útil.

O estudo deixa claro que o valor da IRT depende menos do impacto visual da paleta térmica e mais da estabilidade do procedimento. A imagem só ganha força científica quando o ambiente, o posicionamento, a seleção das regiões de interesse e a análise são controlados.

Ambiente e preparo

Controle de sala, aclimatação, distância, ângulo, emissividade, registro técnico e repetibilidade antes de comparar imagens.

Regiões de interesse

Áreas anatômicas precisam ser desenhadas de modo consistente, porque a interpretação depende da mesma região ser comparada ao longo do tempo.

Métricas relativas

O foco recai em assimetria bilateral, variação após tarefa e velocidade de recuperação, em vez de uma temperatura isolada e descontextualizada.

Integração multimodal

IRT conversa com sEMG, dinamometria, ultrassom, Doppler, dor referida pelo paciente e evolução funcional.

Población en riesgo tareas repetitivas o estáticas
Pretriaje clínico breve síntomas e historia ocupacional
Adquisición basal por IRT vistas bilaterales estandarizadas, si es posible
Estandarización ambiental aclimatación de 15 minutos o más
Tarea de estrés estandarizada 10 a 15 minutos de digitación o simulación repetitiva
Adquisición postarea por IRT mismas vistas y mismas escalas
Integración multimodal EMG, dinamometría, EVA y ultrasonido focal, si está indicado
Análisis térmico asimetrías, ΔT y patrones calientes o fríos por segmento
Estratificación de riesgo Conductas
Bajo educación y pausas activas
Moderado ajuste ergonómico, entrenamiento, pausas y reevaluación
Alto derivación clínica, ultrasonido cuando esté indicado, modificación de la tarea y plan de rehabilitación
Seguimiento estandarizado por IRT para monitorear la respuesta a lo largo de semanas o meses
Flujo conceptual para triaje y manejo inicial de trastornos musculoesqueléticos relacionados con el trabajo, con IRT integrada a EMG, dinamometría, EVA y desenlaces reportados por el paciente.
Do laboratório ao trabalho real

O protocolo propõe uma sequência, não uma fotografia solta.

Primeiro vem a avaliação basal. Depois, uma tarefa padronizada ou uma exposição relevante ao trabalho. Em seguida, novas aquisições térmicas mostram como a região responde e se recupera. A interpretação fica mais forte quando esse padrão é comparado com força, atividade muscular, dor percebida e evolução funcional.

Mensagem central

A termografia pode ajudar a enxergar função, carga e recuperação quando é integrada a exame clínico, força, atividade muscular, dor percebida e evolução funcional.

Estudo clínico · 2023 · PLOS ONE

Quando a triagem precisa enxergar além da febre.

Neste estudo, a termografia facial foi testada em um cenário real de pronto atendimento: pacientes com síndrome gripal, comparação com RT-qPCR e análise de múltiplas regiões térmicas da face.

A força do artigo está justamente na pergunta metodológica. Em vez de reduzir a triagem térmica a um ponto de temperatura, o estudo avaliou o perfil facial como conjunto de sinais: olhos, região nasal, boca, padrões de diferença e desempenho estatístico frente ao padrão de referência.

Makino Antunes A. C.; Aldred A.; Tirado Moreno G. P.; Ribeiro J. A. S. et al. PLOS ONE. 2023;18(1):e0279930. DOI 10.1371/journal.pone.0279930
Figura científica con perfiles térmicos faciales, regiones de interés y evolución térmica de paciente evaluado en el estudio PLOS ONE.
Figura del artículo: perfil térmico facial, regiones de interés y evolución térmica durante el período de infección.
136 pacientes evaluados en urgencias
64 / 72 RT-qPCR positivo / negativo
86% exactitud del modelo con múltiples regiones faciales
MaxE mayor valor predictivo entre los parámetros térmicos
Leitura do estudo

Da imagem facial ao desempenho diagnóstico.

O estudo mostra por que a face não deve ser lida como um único número. A temperatura do canto interno dos olhos, a média entre os olhos e a lateral do nariz tiveram maior relevância que a triagem térmica simplificada baseada em ponto isolado.

01

La pregunta clínica

En urgencias, los síntomas respiratorios pueden ser inespecíficos. Durante la pandemia, el triaje necesitaba separar riesgos, orientar flujos y usar recursos con rapidez, incluso cuando la fiebre aislada no explicaba el cuadro.

02

El diseño del estudio

El estudio transversal evaluó pacientes adultos con síndrome gripal atendidos en el HU-USP y comparó los parámetros térmicos faciales con RT-qPCR para SARS-CoV-2.

03

La adquisición térmica

Las imágenes se obtuvieron en sala controlada, con cámara térmica, paciente sentado a 80 cm, sin mascarilla, durante una secuencia radiométrica facial de 30 segundos.

04

El hallazgo central

La combinación de regiones faciales tuvo desempeño superior a la lógica de punto único. Los ojos, la región entre los ojos y el lateral de la nariz concentraron los parámetros de mejor desempeño.

Placa técnica traducible Parámetros térmicos faciales
Entrada paciente con síndrome gripal en urgencias
Imagen adquisición térmica facial estandarizada
Referencia comparación con evaluación clínica y prueba de laboratorio
Parámetro Región Sens. Esp. Lectura
TIC canto interno de los ojos 57,6% 56,9% parámetro térmico clásico, con desempeño limitado cuando se usa de forma aislada
MaxE mayor temperatura ocular 71,9% 86,1% mejor valor predictivo entre los parámetros evaluados
mE media térmica entre los ojos 79,7% 76,4% marcador sensible de la región periocular
Nose región nasal 39,1% 81,9% mayor especificidad que sensibilidad en el conjunto analizado
MaxL lateral de la nariz 59,4% 98,6% parámetro con especificidad elevada
Mouth región oral 71,9% 77,8% contribuye al perfil facial multirregional
86% exactitud del modelo combinado

El valor interpretativo aumenta cuando las regiones faciales se analizan en conjunto, con comparación clínica y de laboratorio.

Matriz traducible basada en la figura del artículo: parámetros faciales, sensibilidad, especificidad e interpretación clínica.
Mensagem central

A contribuição do estudo está em mostrar que a triagem térmica facial pode ser analisada como perfil fisiológico multirregional, e não apenas como medida isolada de febre.

Relato de caso · 2023 · Thermology International

Quando a dor aponta para longe do lugar onde dói.

O relato acompanha um paciente que convivia havia cerca de cinco anos com dor testicular esquerda, piora progressiva ao longo do dia e uma investigação anatômica que não explicava toda a experiência clínica.

A página do artigo é valiosa porque mostra o caminho completo: mapa de dor, exame térmico corporal, assimetrias inguinais e testiculares, foco paravertebral tóraco-lombar e uma manobra física que reproduziu a dor escrotal.

Ribeiro J. A. S.; Aldred A.; Desuo I. C.; Gomes G. Thermology International. 2023;33(3):49-56.
Figura termográfica del relato de caso con regiones de interés izquierda y derecha en topografía paravertebral.
Figura del artículo: ROIs paravertebrales LEFT/RIGHT y topografía de la cadera izquierda en la misma placa térmica.
65 años; dolor testicular crónico izquierdo
39 imágenes térmicas en el examen corporal completo
90 territorios neurovasculares evaluados bilateralmente
0,36°C diferencia media entre ROIs paravertebrales izquierda y derecha
Leitura clínica

O relato transforma uma queixa difícil em percurso clínico.

O interesse do caso está na sequência. A dor não foi tratada como um ponto isolado, mas como uma história corporal: intensidade variável, distribuição anatômica, imagem funcional e resposta imediata ao exame físico.

01

Un dolor que cambiaba a lo largo del día

El paciente relataba dolor testicular izquierdo con irradiación inguinal y hacia el muslo medial proximal. Por la mañana era tolerable; por la noche podía llegar a 9/10 y perjudicar el sueño.

02

Un recorrido diagnóstico sin respuesta completa

Ultrasonografía, tomografía, resonancia y evaluaciones urológicas y ortopédicas compusieron una historia extensa, pero aún insuficiente para explicar el patrón vivido por el paciente.

03

La imagen reorganizó la mirada clínica

El examen térmico corporal buscó asimetrías en territorios neurovasculares, incluidas regiones inguinales, testiculares, muslos proximales y topografía paravertebral.

04

El punto de inflexión llegó en el examen físico

La compresión del área paravertebral izquierda indicada por la imagen reprodujo dolor escrotal y sensación de tracción en el muslo medial proximal; del otro lado, el estímulo no generó síntomas.

Atlas del caso

De la historia del paciente a la pista paravertebral.

Las figuras del artículo ayudan a seguir el razonamiento: primero la distribución del dolor, luego las asimetrías térmicas y, por último, la comparación objetiva entre lados.

Figure 4 Mapa de dolor completado por el paciente en el relato de dolor testicular crónico.
Mapa de dolor El relato comienza con la distribución del dolor: testículo, región inguinal, lumbar, flanco y trayecto en el miembro inferior izquierdo.
Figure 1 Termograma con asimetría entre regiones inguinales y regiones de interés delineadas.
Asimetría inguinal La región inguinal izquierda aparece menos radiante, en topografía relacionada con los nervios iliohipogástrico y genitofemoral y el dermatoma L1.
Figure 2 Termograma de muslos proximales y topografía testicular con diferencia térmica bilateral.
Muslo medial y topografía testicular Los muslos proximales mediales y la topografía testicular muestran asimetrías bilaterales con ΔTavg de 0,4 °C.
Figure 3 Termograma posterior con foco toracolumbar paravertebral izquierdo destacado.
Foco toracolumbar El termograma posterior evidencia un punto caliente paravertebral izquierdo, sin correspondencia contralateral evidente.
Figure 5 Definición de regiones de interés izquierda y derecha en asimetría termográfica paravertebral.
ROIs paravertebrales Las regiones LEFT y RIGHT fueron trazadas sobre la asimetría sospechosa, preservando la comparación lado a lado en la matriz térmica.
Figure 6 Gráfico de distribución de temperatura entre lados paravertebrales izquierdo y derecho.
Distribución térmica Cada ROI tuvo 468 medidas. La comparación mostró una diferencia media de 0,36 °C entre los lados paravertebrales.
Secuencia clínica Una hipótesis construida por etapas.
2008 prostatectomía radical por cáncer de próstata, con seguimiento posterior
2018 inicio del dolor testicular izquierdo irradiado a región inguinal, muslo medial y flanco
2021 evaluación ortopédica y urológica sin etiología suficiente para el cuadro doloroso
2022 termografía corporal completa en la investigación en medicina del dolor
región inguinal izquierda menos radiante ΔTavg 0,4°C

topografía relacionada con los nervios iliohipogástrico y genitofemoral, también cercana al dermatoma L1

muslo medial proximal y topografía testicular ΔTavg 0,4°C

asimetría aparente entre regiones mediales proximales de los muslos y entre topografías testiculares

punto caliente paravertebral toracolumbar izquierdo 26 × 18 px

ROIs simétricas con 468 mediciones cada una, extraídas de la matriz térmica para comparación estadística

diferencia estadística entre ROIs p = 2e-16

Wilcoxon indicó diferencia significativa entre las regiones izquierda y derecha, con ΔTavg de 0,36°C

Punto de inflexión

La compresión del área paravertebral izquierda indicada por la imagen reprodujo el dolor escrotal y una sensación de tracción en el muslo medial proximal. La compresión contralateral no desencadenó síntomas.

Mensaje central

En este relato, la termografía gana valor al aproximar imagen, territorio neural y examen físico. El resultado es una hipótesis clínica más organizada para un cuadro doloroso que permanecía sin respuesta satisfactoria.

Publicación 04 · 2022 · Journal of Cosmetic Dermatology

La piel también escribe su historia en temperatura.

Esta revisión acerca la termografía al cotidiano de la dermatología: inflamaciones, quemaduras, alteraciones ungueales, paniculopatía, láser, criolipólisis y procedimientos estéticos pueden acompañarse por cambios en la superficie térmica de la piel.

El valor editorial del estudio está en mostrar que la imagen térmica no es apenas una imagen colorida. Puede registrar extensión, intensidad y evolución de fenómenos cutáneos cuando el protocolo está bien controlado y la interpretación permanece vinculada al examen clínico.

Vergilio M. M.; Gomes G.; Aiello L. M.; Fontana M.; Aldred A.; Ribeiro J. A. S. et al. Journal of Cosmetic Dermatology. 2022. DOI: 10.1111/jocd.14748.
Imagen térmica facial antes y después de aplicación de láser en tratamiento estético.
Figura del artículo: monitoreo térmico facial antes y después de tres minutos de aplicación de láser en procedimiento estético.
Revisión artículo sobre dermatología clínica y aplicaciones estéticas
8 ejes de aplicación organizados en el estudio
4 figuras clínicas que ilustran usos de la imagen térmica
sin contacto monitoreo de superficie sin radiación ionizante
Lectura editorial

La ciencia se vuelve más cercana cuando muestra lo que cambia en la piel.

La piel es visible, pero no todo lo que importa aparece como color, relieve o textura. La termografía añade una capa funcional: donde hay inflamación, flujo, estasis, enfriamiento o calentamiento inducido por tratamiento.

01

La piel como interfaz térmica

La piel traduce circulación, inflamación, barrera y respuesta a estímulos. La termografía transforma esa superficie en un mapa mensurable, sin tocar al paciente.

02

De la lesión visible al dato funcional

El artículo muestra que la fotografía documenta la apariencia, mientras la imagen térmica revela extensión, intensidad y distribución de calor que pueden no ser evidentes a simple vista.

03

Seguimiento en el tiempo

Las mediciones repetidas permiten observar la evolución de la inflamación, la respuesta a tratamientos y la recuperación térmica después de procedimientos dermatológicos o estéticos.

04

Seguridad en procedimientos

En láseres, radiofrecuencia, criolipólisis y otras intervenciones, la temperatura de superficie puede orientar límites de energía y reducir el riesgo de daño térmico.

Atlas de la piel

Cuatro imágenes, cuatro modos de ver el mismo principio.

Las figuras del artículo hacen concreta la revisión: inflamación, relieve térmico, extensión periférica y respuesta a procedimiento aparecen como patrones mensurables.

Figure 1 Imagen clínica y térmica de absceso cutáneo en región torácica.
Inflamación cutánea La comparación entre imagen común y termograma muestra cómo la inflamación local aumenta la disipación de calor y delimita el área activa.
Figure 2 Imagen térmica de paniculopatía ginoide en glúteos.
Paniculopatía y relieve térmico La irregularidad térmica ayuda a visualizar áreas calientes y frías vinculadas a microcirculación, edema y estasis local.
Figure 3 Imagen clínica y térmica de proceso inflamatorio en hallux.
Uña e inflamación periférica La uña dolorosa aparece como un proceso que se extiende por la superficie del dedo y del pie, revelando la extensión funcional de la inflamación.
Figure 4 Imagen térmica facial antes y después de aplicación de láser en tratamiento estético.
Procedimiento facial con láser El antes y después térmico muestra por qué monitorear el calor importa en estética: eficacia y seguridad dependen de dosis, tiempo y respuesta tisular.
Donde la revisión abre caminos

De la enfermedad inflamatoria al procedimiento estético, el método es el mismo: medir para acompañar.

Dermatología inflamatoria

Psoriasis, hidradenitis, acné y dermatitis pueden alterar la temperatura local por vasodilatación, actividad inflamatoria y cambio microcirculatorio.

Esclerodermia y vascularización

En la esclerodermia localizada y sistémica, la imagen térmica aparece como apoyo para actividad inflamatoria, asimetría y fenómenos vasculares.

Quemaduras y cicatrización

La literatura revisada aborda profundidad de quemadura, potencial de cicatrización y decisión clínica sobre seguimiento o intervención.

Cosmetología y estética

Celulitis, criolipólisis, radiofrecuencia, láser y masaje modelador pueden documentarse por cambios térmicos antes, durante y después.

Uñas y cabello

El estudio también aproxima la termografía a onicomicosis, uña inflamada y alopecia frontal fibrosante cuando hay componente inflamatorio mensurable.

Investigación farmacológica

Los productos dermatológicos y cosméticos ganan un parámetro adicional: la superficie cutánea puede medirse de forma seriada y comparable.

Mensaje central

En dermatología, la termografía aproxima ciencia y cuidado porque transforma la piel en una superficie de seguimiento: más objetiva que la impresión visual aislada, más humana cuando ayuda a mostrar al paciente que el tratamiento está siendo observado con método.

Editorial institucional

Termología médica: transformar calor en método, y método en evidencia.

El Instituto Termodiagnose Brasil nace con una ambición técnica: fomentar el desarrollo de la termografía médica y de la termología en salud sobre bases metodológicas sólidas, con cultura científica suficiente para aproximar investigación, clínica y validación translacional.

La termología médica no avanza cuando se trata como promesa rápida. Avanza cuando reconoce su propia complejidad: el cuerpo emite calor, pero el significado clínico de ese calor depende de fisiología, ambiente, calibración, comparación, contexto y preguntas bien formuladas.

Cómo maduran los métodos

Ningún examen de imagen nació listo para ser aceptado.

La historia de la radiología y de la ultrasonografía muestra que nuevas imágenes pasan por entusiasmo, resistencia, estandarización, entrenamiento, seguridad, comparación con métodos establecidos y, solo después, integración clínica madura.

1895 en adelante

Radiología

La radiografía abrió una nueva cultura visual en la medicina, pero su camino exigió estandarización técnica, lectura especializada, protección radiológica y décadas de consolidación clínica.

1950–1970

Ultrasonografía

El ultrasonido salió de un campo experimental hacia la rutina clínica cuando transductores, protocolos, entrenamiento y correlación anatómica hicieron la imagen reproducible.

1950–2000

Termografía clínica

La termografía ganó interés temprano, pero encontró resistencia por depender fuertemente del ambiente, calibración, fisiología cutánea y criterios de interpretación aún inestables.

2020 en adelante

Termología cuantitativa

Cámaras radiométricas, análisis computacional, estudios seriados e inteligencia artificial reabrieron el campo con otra pregunta: ¿cómo transformar calor en dato clínico confiable?

Escena editorial hiperrealista comparando equipo radiográfico antiguo con sala moderna de radiografía digital.
Radiografía De la película revelada a la imagen digital. La radiología también tuvo que recorrer el camino entre equipo, seguridad, revelado, estandarización y lectura especializada hasta convertirse en rutina clínica.
Escena editorial hiperrealista mostrando la evolución de la ultrasonografía con modo B, Doppler, elastografía e imagen obstétrica 3D.
Ultrasonografía Del modo B a la imagen funcional y volumétrica. El ultrasonido amplió su lenguaje técnico: escala de grises, Doppler, power Doppler, elastografía y 3D/4D muestran que un método madura cuando aprende a responder preguntas diferentes.
Imagen anatómica

Ver estructura

Radiografía, tomografía, resonancia y ultrasonografía responden preguntas sobre forma, tejido, lesión, masa, fractura, espesor, flujo profundo y relación anatómica.

Imagen funcional térmica

Leer comportamiento

La termología observa patrones de emisión térmica que pueden reflejar perfusión superficial, inflamación, respuesta autonómica, asimetría, recuperación y variación temporal.

El punto no es competir.

La pregunta termológica es distinta de la pregunta anatómica. Cuando está bien indicada, puede complementar los exámenes estructurales al documentar función, dinámica y respuesta fisiológica.

Modelos interpretativos

La complejidad no es obstáculo: es el motivo para que exista método.

Los modelos actuales más prometedores no dependen de una imagen aislada. Combinan adquisición estandarizada, análisis cuantitativo, comparación fisiológica y validación contra desenlaces clínicos.

Adquisición controlada

Sala, aclimatación, emisividad, distancia, encuadre, escala térmica y registro técnico dejan de ser detalles y pasan a formar parte del examen.

Asimetría y ROIs

La lectura no depende de una temperatura aislada, sino de regiones de interés, comparación bilateral, distribución de píxeles y coherencia anatómico-funcional.

Modelos dinámicos

Desafíos térmicos, esfuerzo, recalentamiento, enfriamiento, pruebas funcionales y seguimiento de curvas temporales aproximan la termología a fenómenos fisiológicos reales.

Integración multimodal

La termología gana fuerza cuando dialoga con examen clínico, ultrasonido, Doppler, resonancia, electroneuromiografía, laboratorio y evolución del paciente.

Análisis computacional

La visión computacional y la IA pueden organizar patrones, pero necesitan datos auditables, endpoints clínicos y validación externa antes de sostener decisiones.

Traducción clínica

El objetivo final no es producir imágenes impresionantes, sino mejores preguntas, hipótesis comprobables e indicadores funcionales útiles para el cuidado.

Objetivo del Instituto

Crear un puente entre ciencia de datos térmicos y decisión clínica responsable.

El compromiso del Instituto Termodiagnose Brasil es contribuir para que la termología médica se desarrolle como técnica seria: enseñable, auditable, comparable y abierta a validación. Esto significa producir protocolos, formar intérpretes, estimular estudios clínicos translacionales y defender que cada indicación esté sustentada por evidencia, no por entusiasmo.

No sustituir

Radiografía, tomografía, resonancia y ultrasonido siguen siendo esenciales para estructura, forma, lesión anatómica y orientación terapéutica.

Complementar

La termología ocupa otro lugar: estudiar función térmica, perfusión superficial, respuesta autonómica, inflamación, simetría y evolución temporal.

Validar

Cada aplicación necesita demostrar reproducibilidad, exactitud, relevancia clínica y límites interpretativos antes de ser tratada como modelo diagnóstico.

Base bibliográfica

Literatura que sustenta el posicionamiento.

  1. Howell J. D. Early clinical use of the X-ray. Transactions of the American Clinical and Climatological Association. 2016;127:341-349.
  2. Donald I.; MacVicar J.; Brown T. G. Investigation of abdominal masses by pulsed ultrasound. The Lancet. 1958;1(7032):1188-1195.
  3. Lahiri B. B. et al. Medical applications of infrared thermography: a review. Infrared Physics & Technology. 2012;55(4):221-235. DOI: 10.1016/j.infrared.2012.03.007.
  4. Fernández-Cuevas I. et al. Classification of factors influencing the use of infrared thermography in humans: a review. Infrared Physics & Technology. 2015;71:28-55. DOI: 10.1016/j.infrared.2015.02.007.
  5. Politi S. et al. Infrared thermography images acquisition for a technical perspective in screening and diagnostic processes: protocol standardized acquisition. Cureus. 2021;13(11):e19931. DOI: 10.7759/cureus.19931.
  6. Ribeiro J. A. S.; Giacomini L. A. Infrared thermography in biomedical and health-related research: a scientometric study based on Scopus and Web of Science (1980-2025). Quality & Quantity. 2026. DOI: 10.1007/s11135-026-02890-z.
Autoría editorial João Alberto S. Ribeiro CRM/SP 119.485