Termografia cutânea e temperatura da pele
Programa fundador do campo, com foco em padrões térmicos, fisiologia superficial e interpretação de temperatura cutânea.
2.240 artigos atribuídosUma leitura institucional do campo a partir do estudo cientométrico de Ribeiro e Giacomini, com dados combinados de Scopus e Web of Science no período de 1980 a 2025.
A termografia infravermelha em saúde avançou de aplicações isoladas para um domínio internacionalmente conectado, com crescimento acelerado, maior diversidade temática e forte presença em tópicos de imagem diagnóstica, inflamação, perfusão, termorregulação e ciência de dados.
Para a Termodiagnose, esse panorama organiza um princípio central: a imagem térmica só tem valor quando é tratada como informação funcional, mensurável e dependente de protocolo, sempre em correlação com a clínica e com métodos quantitativos.
O volume anual de publicações mostra uma transição clara: depois de décadas de produção relativamente limitada, a termografia infravermelha passa a crescer de forma sustentada, acompanhando a expansão de sensores, processamento digital, inteligência artificial e aplicações clínicas protocolizadas.
Número de artigos publicados por ano nas bases Scopus e Web of Science.
Ano de publicação
O mapa evidencia a presença internacional da área e mostra uma estrutura assimétrica: Estados Unidos e China lideram em volume, enquanto países europeus sustentam redes densas de colaboração e impacto normalizado.
Total de artigos publicados por país no período de 1980 a 2025.
TERMOdiagnose Institute Brazil
Na contagem completa do estudo, o Brasil ocupa a oitava posição em produção científica, com 508 publicações atribuídas. Essa presença cria uma oportunidade institucional: conectar a produção brasileira a padrões internacionais de protocolo, análise quantitativa e colaboração científica.
| País | Publicações | Citações | MNCS |
|---|---|---|---|
| Estados Unidos | 1.596 | 50.528 | 1,280 |
| China | 1.388 | 27.977 | 1,178 |
| Itália | 839 | 16.398 | 0,962 |
| Alemanha | 831 | 18.353 | 1,039 |
| Reino Unido | 667 | 23.051 | 1,329 |
| Japão | 550 | 11.558 | 0,799 |
| Espanha | 522 | 12.618 | 1,121 |
| Brasil | 508 | 8.666 | 0,870 |
| França | 497 | 11.852 | 1,095 |
| Índia | 476 | 7.070 | 0,937 |
TP, TC e MNCS conforme Tabela 1 do estudo. MNCS = impacto normalizado médio por campo e ano.
As comunidades de palavras-chave mostram que a termografia em saúde não é uma coleção solta de aplicações: há eixos recorrentes, temas clínicos especializados e frentes emergentes ligadas à inteligência artificial.
Programa fundador do campo, com foco em padrões térmicos, fisiologia superficial e interpretação de temperatura cutânea.
2.240 artigos atribuídosEixo em expansão que conecta termografia, métodos computacionais, triagem, classificação e inteligência artificial.
1.310 artigos atribuídosComponente relacionado à saúde animal e monitoramento fisiológico, mantido no estudo pela amplitude biomédica da busca.
1.144 artigos atribuídosComunidade associada a triagem térmica, vigilância de infecções e uso populacional ou clínico de medidas térmicas.
464 artigos atribuídosConjunto diretamente útil para discussão de perfusão, reparo tecidual, inflamação local e resposta vascular.
292 artigos atribuídosTema clínico mais específico, ligado a microcirculação, alterações vasculares periféricas e resposta autonômica.
113 artigos atribuídosAo final do panorama, três frentes orientam o trabalho científico do Instituto: dor crônica lida pela termologia médica, termografia infravermelha como método funcional e ciência de dados aplicada à matriz térmica. São eixos de expertise, não departamentos fechados: servem para organizar projetos, coorientações e colaborações com maturidade metodológica.
A dor persistente é estudada como fenômeno clínico e funcional. A termologia médica acrescenta uma lente objetiva para observar padrões térmicos de superfície relacionados à função autonômica, microcirculação, sensibilização, componentes neuropáticos ou nociplásticos e resposta inflamatória.
A termografia entra como método funcional quando há protocolo, controle ambiental, aquisição padronizada, análise radiométrica e interpretação clínica responsável. O foco é transformar imagem térmica em dado mensurável.
A matriz térmica permite estatística, visualização, comparação longitudinal e construção de evidência. Esse eixo aproxima termografia, cientometria, análise quantitativa e modelos computacionais aplicados à saúde.
Estudantes, docentes e grupos de pesquisa podem apresentar propostas relacionadas à dor crônica, termologia médica, termografia por infravermelho e análise de dados em saúde.
Conhecer parcerias acadêmicas →Fonte científica: Ribeiro, J. A. S.; Giacomini, L. A. Infrared thermography in biomedical and health-related research: a scientometric study based on Scopus and Web of Science (1980-2025). Quality & Quantity, 2026. DOI: 10.1007/s11135-026-02890-z.
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